Proposta do patronal segue muito a baixo do necessário se comparado ao crescimento econômico do estado
O Presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Canoinhas, Fernando José Camargo, e o Presidente do Sindicato das Madeireiras de Canoinhas, Alípio Castanha de Araújo, estiveram presentes nesta quinta-feira (29 de janeiro) em Florianópolis, participando da 2ª rodada de negociação do Piso Salarial Estadual de SC.
A reunião terminou sem as partes chegarem a um consenso, já que as propostas apresentadas pelos dois lados estão longe de terem concordância para aprovação. Pelo lado dos empresários, a proposta estava muito a baixo do necessário, apenas 4,21% de reajuste, valor muito distante do que a realidade econômica do estado tem mostrado possível, e injusta para suprir a necessidade da classe trabalhadora. Do outro lado, a proposta dos trabalhadores segue a mesma: reposição integral da inflação de 2025 (3,90%) + 5% de aumento real, para todas as faixas do Piso. A nova rodada está marcada para 25 de fevereiro.
Para o superintendente do Ministério do Trabalho em Santa Catarina, que participou da reunião como observador, o encaminhamento da negociação sobre o piso mínimo regional em Santa Catarina é um exemplo, por ser a única do país em que o resultado vem do diálogo aberto entre as duas partes e por ter alcançado o consenso em todos os anos desde o estabelecimento do mínimo regional.
Ivo Castanheira, coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), destacou a legitimidade da negociação, dada a elevada representação no processo. Todas as centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram presentes, com mais de 40 representantes.


