Concluída as negociações do piso salarial estadual: representantes dos empregadores e trabalhadores entraram em acordo
Nesta última quinta-feira (26 de fevereiro), foi fechado o acordo do novo piso salarial estadual de Santa Catarina, que teve o reajuste com aumento médio de 6,49% nas quatro faixas. O SEC Canoinhas esteve presente, participando da reunião, que ocorreu em Florianópolis.
Foto: Filipe Scotti
Organização do reajuste por faixa:
⭐️ 1ª faixa: de R$1.730 passa a ser R$1.842,00
* Abrangência: Trabalhadores na agricultura e pecuária, indústrias extrativas, empresas de pesca, empregados domésticos, construção civil, turismo e hospitalidade, indústrias de vestuário, calçado, fiação e tecelagem, papel e papelão.
⭐️ 2ª faixa: de R$1.792,00 passa a ser R$1.908,00
* Abrangência: Indústrias químicas e farmacêuticas, indústrias cinematográficas, indústrias do papel, papelão, cortiça e mobiliário.
⭐️ 3ª faixa: de R$1.898,00 passa a ser R$2.022,00
* Abrangência: Indústrias da alimentação, empregados no comércio em geral (varejista e atacadista).
⭐️4ª faixa: de R$1.978,00 passa a ser R$ 2.106,00
* Abrangência: Indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, vidros, borracha, artefatos de couro, empregados em estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas) e em instituições de educação/cultura, além de empresas de crédito.
📝 Agora a proposta assinada será encaminhada para o governo do estado, sendo realizado um projeto de lei para finalmente ser enviado à ALESC (Assembleia Legislativa).
Negociações anuais do piso estadual já completam 16 anos, tendo seu início instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009. Todos os anos as negociações vem sendo elaboradas em conjunto por centrais sindicais e federações empresariais de SC.
Atualmente há 5 estados brasileiros que mantêm salário mínimo regional próprio, com valores superiores ao piso nacional: Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Para o trabalhador, uma vitória com o ganho de aumento real, podendo assim ter maior qualidade de vida, mais poder de compra, e consequentemente maior giro na economia.


